Talking to strangers

My mornings walking to uni often involve some savouring the beauties of Sydney, like the amazing jacaranda trees. But not only that, I often also use my 40 minutes walking commute to listen to podcasts. Today’s episode was amazing and left me thinking more about my attitudes and how I can improve my connection with people. Since being a researcher is making me increasingly introspective. It’s not that I don’t talk to people, I just don’t make much effort.

Is that you? Do you dare to talk to strangers, ‘normal’ people, famous people, influential people, important people, the person sitting on the other side of the cafe, or the other on the other side of the bar? Do you make any effort for it?

Brian Grazer, now a famous Hollywood film producer, has not always been famous and kind of a celebrity. He says that when he was a ‘nobody’ and had a ‘nobody’s’ job, he started this ‘mission’ of talking to people he didn’t know, in a quest to learn things. He even made a list of the most important people in the company where he used to work, and who he would like to talk to. And he began to see that it worked. He was able to talk to everyone on the list, of course people weren’t always very nice, but he always got a few minutes with these people, or turned 5 minutes into an hour of conversation.

And he has some tips that we could use on our lives:

  • Do your homework. Do some research on the person, discover common interests, something that shows that you and that other person are simply two human beings. Find out about unusual things to talk to them, work they’ve done, something that connects you and them.
  • Be kind on the approach. Kindness (usually) is received with kindness.
  • Don’t ask for anything. Make the interaction genuine, it is about your interest in the person, not about things you can gain from her.
  • Be ready to learn even when it goes super wrong. Of course there will be times when the person will have zero interest in talking to you. But you can always learn from experience. Like, why were you uncomfortable?

And it’s not that he’s not afraid, but he uses fear as a thermometer that indicates what matters to him. When he is afraid to talk to someone, it shows that the person is important to him, and that is when he decides that he will definitely talk to that person.

Bringing this to my life as a researcher today, these can help me talk to people I admire, famous authors, colleagues, teachers. And using fear as a thermometer is a fantastic idea, and can help me to use my anxiety to my advantage.

Brian Grazer is the author of the book Face to Face: The Art of Human Connection, where he tells stories of conversations with people and how to build relationships. The podcast where I listened to the interview is 10% Happier.

A arte da ‘cara de pau’

Eu caminho uns 40 minutos para a universidade, além de apreciar aa belezas de Sydney, como os jacarandás dessa época, também ouço podcasts de vez em quando. O de hoje foi sensacional e me deixou pensando mais nas minha atitudes e em como posso melhorar minha conexão com as pessoas. Já que ser um pesquisadora, tem me deixando cada vez mais introspectiva Não é que eu não fale com as pessoas, eu só não faço muito esforço.

E você? Tem coragem de falar com estranhos, pessoas ‘normais’, pessoas famosas, pessoas influentes, importantes, a pessoa sentada do outro lado do café, ou a outra do outro do bar? Faz algum esforço para isso?

Brian Grazer, hoje um famoso produtor de filmes em Hollywood, nem sempre foi bambambam. Ele conta que quando era um ‘ninguém’ e tinha um emprego ‘de ninguém’, começou essa ‘missão’ de conversar com pessoas que ele não conhecia, numa procura por aprender coisas. Ele chegava na cara de pau mesmo, e até fez uma listas das pessoas mais importantes da empresa onde ele trabalhava com quem ele gostaria de conversar. E ele foi vendo que dava certo. Conseguiu conversar com todos da lista, lógico que nem sempre as pessoas eram muito legais, mas ele sempre conseguia uns minutos com essas pessoas, ou transformar 5 minutos em uma hora.

E ele tem algumas dicas que podemos usar no dia a dia:

  • Faça seu dever de casa, pesquise sobre a pessoa, descubra interesses em comum, algo que mostre que você e essa outra pessoa são simplesmente dois seres humanos. Descubra coisas fora do comum para falar com a pessoa, sobre ela, sobre um trabalho que ela tenha feito, algo que te conecte a ela.
  • Seja gentil na aproximação. Gentileza (geralmente) gera gentileza.
  • Não peça nada – faça da interação algo genuíno, do seu interesse pela pessoa mesmo.
  • Esteja pronto para aprender mesmo quando der super errado – claro que vai haver momentos em que a pessoa vai ter zero interesse em falar com você. Mas você sempre pode aprender com a experiência.

E não é que ele não tem medo, mas ele usa o medo como um termômetro que indica o que é importa para ele. Quando ele tem medo de falar com alguém, isso demonstra que aquilo é importante, e aí é que ele decide falar com a pessoa mesmo.

Trazendo para a minha vida hoje de pesquisadora, isso pode me ajudar a conversar com pessoas que admiro, autores famosos, colegas, professores. E usar o medo como termômetro é uma ideia fantástica, e me ajudar a usar a minha ansiedade a meu favor.

Brian Grazer é autor do livro Face to Face: The art of Human Connection, onde ele conta histórias de conversas com pessoas e como construir relacionamentos. O podcast onde ouvi a entrevista é o 10% Happier (em Inglês).

Stop killing us!

Monday, August 26th.

The body of a woman who was missing since last Friday was finally found this afternoon. It is on the news everywhere.

The disappearance of Letícia Sousa, 26 years-old, was commented everywhere, from social media to friends gatherings during the weekend. It was impossible not to hear about her. She was young, beautiful and her pictures were widely shared.

Now she will become another number, the 17th (woman victim of feminicide in 2019 only in Brasília (but this number can be even higher). A report reveals that more women are being killed in the country. Only in Sao Paulo, the biggest Brazilian city, in the first trimester, 37 women were victims of feminicide, against 21 in the same period of 2018. These are women who dared to say no, who dared just to be a woman, in a country that denies its sexism.

Numbers across for the whole country are hard to find, however, in 2018 an average of 922 women were granted protective measures per day. And these are only the 336.555 women who went to justice against their tormentors. Some cannot access such measures or are too afraid to do so.

Letícia was waiting for a bus to get to work, when at 7:40am the man stopped his car and offered a lift, claiming he was offering alternative transport to where she was headed. In his confession, he said that when she denied having sex with him, he strangled her.

The pattern is well known. Men get upset when hearing a ‘no’ from a woman, they don’t accept not being the ones making the decisions, some will perform some online harassment, some will get nasty, some will make threats, and some will kill.

So men, it is okay to hear a ‘no’ from a woman now and then. Get your shit together and educate your fellow colleagues. Let’s make the world safer for women.

Brasil 1 – first impressions

So, here I come Brasil.

First time in a little over two years. 34 hours trip, a lot to bring back in memories and luggage. A lot to absorve. A lot to relearn. A lot to achieve. My head full of expectations and hope.

As usual, coming back to my home country is always a mix of feelings, part of me embrace my older home, part of me misses the new home abroad. And, in this mess, I try to make connections, and exist in this ‘inbetweeness’.

My first impressions were regarding things related to my research. Like, how connected everyone is, always on their smartphones and WhatsApp messages and groups. Even my mother, the most non technological person I know, is on WhatsApp all day.

Another observation was how different I feel here in Brazil, comparing to all other countries I lived, especially the latest, Australia. It is like you switch a button or something inside you, or you swap lens, and you see everything under another light.

I decided to take it slow, and give myself a break before anything.

And that’s what I will write about next.

My days in a community surrounded by nature, indigenous peoples and peace.

Vamos falar de saúde mental?

Tanto se fala em saúde mental, que a cada dia mais estão lidando com doenças mentais, mas como podemos ajudar as pessoas ao nosso redor?

Há alguns meses eu tive minha primeira crise forte mesmo de ansiedade (acho que sempre tive, mas dessa vez foi algo inegável). Quem me ajudou foram pessoas desconhecidas de um grupo de enxaqueca no Facebook. Lá costumamos falar das nossas dores com outros que nos entendem e não as julgam como ‘simples dores de cabeça’. Postei meus sintomas, e logo várias pessoas comentaram, me explicaram que era ansiedade, algumas me mandaram mensagens, e me deram contato de médico para procurar. Foi lindo, me senti compreendida e aceita mesmo nesse período em que coisas negativas passavam pela minha cabeça.

De lá pra cá tem sido um longo processo de aceitação e de aprendizado, tanto com relação a essa nova faceta da minha vida, mas também com a minha antiga companheira enxaqueca. Nesse meio tempo, vi um anúncio de que uma organização onde fiz trabalho voluntário promoveria um curso de Primeiros Socorros em Saúde Mental. E pensei, Sim! Posso aprender como ajudar outras pessoas, como me ajudaram no passado.

O curso é excelente e o princípio é o mesmo com relação a primeiros socorros físicos, só que para doenças mentais. Não tem como colocar aqui tudo o que aprendi em dias intensos de treinamento, mas o básico, acho que todo mundo deveria saber, e, por isso quero compartilhar.

  • Aproximação: O primeiro passo é se aproximar da pessoa que está passando por uma crise. Há diferentes tipos de crise, dependendo de cada doença mental. Há alguns pontos básicos gerais a observar se você acha que a pessoa possa estar com depressão ou ansiedade (anda muito irritada, falhando no trabalho, chorando, reclama que não dorme, não come, etc), ou algum outro distúrbio mental:
    • escolher um lugar e momento adequado – um momento que você tenha tempo para ouvir, porque um vez que você comece com os primeiros socorros, você não terminar no metade porque não tem tempo. Pense na privacidade da pessoa, convide para um café, longe dos outros, etc.
    • se você for chefe dessa pessoa, ou estiver em uma posição de poder em relação à ela, talvez você não seja a melhor pessoa para essa conversa. Mas você pode pedir ajudar para outra pessoa.
    • Pergunte como a pessoa tem se sentido, mas não force, se ela não quiser conversar com você, pergunte se gostaria de conversar com outra pessoa.
    • Nessa hora de aproximação, é importante ter cuidado com as palavras. Fale algo do tipo, ‘tenho percebido que você tem agido diferente, tem chegada atrasada,… você quer conversar a respeito? Como você tem se sentido?’
  • Ouça e não julgue: Não julgue, não diga que a pessoa está errada, apenas ouça. Entenda que a dor pessoa é real, mesmo que você não compreenda porque ela não se sente feliz, ou porque ela não consegue fazer coisas simples. Não diga coisas, como isso passa logo, apenas ouça!!! É muito importante que você aceite a dor dessa pessoa como real! E a deixe falar, mesmo que ela diga coisas extremamente negativas. Diga coisas como:
    • ‘Entendo que deve ser um momento difícil’
    • ‘Quando esses sentimentos começaram?’
    • ‘Como você tem se sentido?’
  • Ofereça ajuda e informação: Quando a pessoa se sente ouvida, sem julgamentos, fica mais fácil ela aceitar ajuda. Pergunte a ela se ela quer saber algo sobre doenças mentais. Se você souber sobre, explique um pouco o que é depressão, por exemplo. Ofereça ajuda prática:
    • ‘Você está vendo algum médico?’ ‘Acho que seria bom você ir a um médico para que ele avalie os seus sintomas. Você quer ajuda para achar um?’ (muitas vezes a pessoa não consegue fazer algo simples, como marcar uma consulta, e pode até nem ser doença mental, pode ser um monte de coisa, como problema de tireoide, deficiência de vitaminas, etc)
    • Há centros especializados em saúde mental, para ouvir pessoas. Pergunte se ela gostaria do telefone de algum centro como esse.
    • Pense em coisas práticas que podem ajudar essa pessoa. O seu dever é ajudar essa pessoa a encontrar ajuda especializada, não tente diagnosticar, ou fornecer ‘dicas’ milagrosas.
  • Respeite a pessoa. Mesmo em crise, essa pessoa tem direitos a escolhas. Não faça nada que ela não queira. Se ela não quer médico, não force, de repente você pode mandar um link de site de saúde mental, com um chat para ouvir pessoas, por exemplo. O importante é a pessoa sentir que ela está tomando as decisões.
  • Pensamentos suicidas: Esses pensamentos são comuns entre pessoas com doenças mentais. Eles vêm e vão. Se uma pessoa te fala que está tendo pensamentos suicidas:
    • OUÇA!
    • Não diga coisas como: ‘Não diga isso!’, ‘Que besteira!’ É muito difícil falar isso, se a pessoa falou com você, é uma oportunidade para você ajuda-la, e se você a calar, isso não ajuda em nada. OUÇA! Pergunte sobre esses pensamentos, desde quando, é recorrente? Deixe ela falar.
    • IMPORTANTE: pergunte se ela tem um plano, ela sabe como vai fazer? Isso vai te indicar, se ela está em risco ou não. Se ela tem um plano, já sabe como fazer e tem tudo pronto, é hora de chamar a emergência. Mas tudo com o consentimento da pessoa, a menos que seja algo realmente iminente. Se ela tem remédios, por exemplo, vocês podem fazer um acordo para tirar esses remédios do alcance dela, ou outras medidas que podem minimizar as chances dela se machucar. O sinal de alerta, é ter um plano! Se você acha que ela pode se machucar, ela não deve ficar sozinha, aí é hora de acionar familia, amigos. Mas, pergunte a ela, quem vocês podem chamar. Diga algo como: ‘não quero te deixar sozinha agora, quem podemos chamar, o que podemos fazer?’ Deixe que ela tome as decisões.

Bom, esse foi um bem breve resumo do pouco que tenho aprendido sobre doenças mentais. Se quiserem conversar a respeito, gosto muito de falar sobre isso e acho importantíssimo que discutamos para que doenças mentais percam a estigma que têm e para lutar contra essa positividade tóxica que há por aí, mas isso já é um outro post!

Não é política…

Eu estava escrevendo A luta corporal em São Luís do Maranhão e houve lá um conflito político, onde mataram um operário e eu vi, na praça. Eu era locutor da Rádio Timbira. Quando no dia seguinte pela manhã eu cheguei na rádio, tinha uma nota do governador, dizendo que os comunistas tinham assassinado o cara. Eu me neguei a ler a nota. O diretor veio, implorou, disse que iria me demitir se eu não lesse. Eu não li a nota e fui demitido. Mas eu não tinha nada a ver com política. Tinha a ver com a dignidade do ser humano, com a verdade das coisas. Então, não li e fui demitido, à toa, como um maluco, um Dom Quixote, por nada. Não tinha ninguém para me amparar, porque eu não estava ligado a nada. O que houve é que o povo da cidade, os jornalistas, ao saberem o que tinha acontecido, fizeram o maior alarde desse negócio e eu terminei virando uma figura popular na cidade, até o ponto de não pagar ônibus, não café no botequim. O povo é grato às pessoas que têm gestos generosos.

Ferreira Gullar, relatando um episódio ocorrido em 1950, em Em Busca do Povo Brasileiro. Artistas da Revolução, do CPC à Era da TV, Marcelo Ridenti, 2014.

Not yet…

Want a doctorate.

Why?

Not really sure. I have always held this as a goal.

Why?

I want to be able to be an effective educational leader.

Ok. So what are you interested in studying?

Umm . . . well . . . how leaders affect what happens in schools.

What do you like to read?

Yes, umm, yes, my Miller’s Analogies Scores weren’t very good (Why did I say that?).

Tell us about that.

I guess it’s because, my vocabulary is, well, I guess it’s because I haven’t read a lot of really difficult texts—I mean it’s not what I do in my leisure time, I mean I read for particular purposes . . . I didn’t grow up reading difficult texts. I grew up in a really small town, and I guess I wasn’t surrounded by . . . I guess I need to work on that.

So, what do you like to read in your leisure time?

Well, again, I read for particular purposes, to accomplish goals and tasks and once in a while read a John Grisham novel.

That pause.

That look.

(They don’t want me . . . I am not ready . . . I can’t do this . . .)

Not Yet . . .

Driving away, knowing I failed

Pit in my stomach, grows to a tightening in my throat

If only I had been more . . . careful

More certain, more polished

More scholarly, more refined

Not Yet . . .

Feeling ashamed, knowing I failed

Wondering why I lacked confidence

Why I mentioned my test scores

My vocabulary

Feel small, very small

Like my small town

Not Yet . . .

Growing angry and deeply sad, knowing I failed

Pretending I didn’t really want it

That it wasn’t necessary

Defending where I was from

Despising who I wanted to become

Not Yet . . .

Four years later I was admitted into a doctoral program and have now ascended through the ranks to full professor—and have since read more “challenging texts” than I can count. I now sit in judgment of others like me—wanting to be accepted into a doctoral program, wanting to pass preliminary exams, wanting to successfully defend dissertations. I wonder what pauses and looks I enact, embody, and give.

Mark D. Vagle, 2018 p. 27

Crafting Phenomenological Research