Brasil 1 – first impressions

So, here I come Brasil.

First time in a little over two years. 34 hours trip, a lot to bring back in memories and luggage. A lot to absorve. A lot to relearn. A lot to achieve. My head full of expectations and hope.

As usual, coming back to my home country is always a mix of feelings, part of me embrace my older home, part of me misses the new home abroad. And, in this mess, I try to make connections, and exist in this ‘inbetweeness’.

My first impressions were regarding things related to my research. Like, how connected everyone is, always on their smartphones and WhatsApp messages and groups. Even my mother, the most non technological person I know, is on WhatsApp all day.

Another observation was how different I feel here in Brazil, comparing to all other countries I lived, especially the latest, Australia. It is like you switch a button or something inside you, or you swap lens, and you see everything under another light.

I decided to take it slow, and give myself a break before anything.

And that’s what I will write about next.

My days in a community surrounded by nature, indigenous peoples and peace.

Vamos falar de saúde mental?

Tanto se fala em saúde mental, que a cada dia mais estão lidando com doenças mentais, mas como podemos ajudar as pessoas ao nosso redor?

Há alguns meses eu tive minha primeira crise forte mesmo de ansiedade (acho que sempre tive, mas dessa vez foi algo inegável). Quem me ajudou foram pessoas desconhecidas de um grupo de enxaqueca no Facebook. Lá costumamos falar das nossas dores com outros que nos entendem e não as julgam como ‘simples dores de cabeça’. Postei meus sintomas, e logo várias pessoas comentaram, me explicaram que era ansiedade, algumas me mandaram mensagens, e me deram contato de médico para procurar. Foi lindo, me senti compreendida e aceita mesmo nesse período em que coisas negativas passavam pela minha cabeça.

De lá pra cá tem sido um longo processo de aceitação e de aprendizado, tanto com relação a essa nova faceta da minha vida, mas também com a minha antiga companheira enxaqueca. Nesse meio tempo, vi um anúncio de que uma organização onde fiz trabalho voluntário promoveria um curso de Primeiros Socorros em Saúde Mental. E pensei, Sim! Posso aprender como ajudar outras pessoas, como me ajudaram no passado.

O curso é excelente e o princípio é o mesmo com relação a primeiros socorros físicos, só que para doenças mentais. Não tem como colocar aqui tudo o que aprendi em dias intensos de treinamento, mas o básico, acho que todo mundo deveria saber, e, por isso quero compartilhar.

  • Aproximação: O primeiro passo é se aproximar da pessoa que está passando por uma crise. Há diferentes tipos de crise, dependendo de cada doença mental. Há alguns pontos básicos gerais a observar se você acha que a pessoa possa estar com depressão ou ansiedade (anda muito irritada, falhando no trabalho, chorando, reclama que não dorme, não come, etc), ou algum outro distúrbio mental:
    • escolher um lugar e momento adequado – um momento que você tenha tempo para ouvir, porque um vez que você comece com os primeiros socorros, você não terminar no metade porque não tem tempo. Pense na privacidade da pessoa, convide para um café, longe dos outros, etc.
    • se você for chefe dessa pessoa, ou estiver em uma posição de poder em relação à ela, talvez você não seja a melhor pessoa para essa conversa. Mas você pode pedir ajudar para outra pessoa.
    • Pergunte como a pessoa tem se sentido, mas não force, se ela não quiser conversar com você, pergunte se gostaria de conversar com outra pessoa.
    • Nessa hora de aproximação, é importante ter cuidado com as palavras. Fale algo do tipo, ‘tenho percebido que você tem agido diferente, tem chegada atrasada,… você quer conversar a respeito? Como você tem se sentido?’
  • Ouça e não julgue: Não julgue, não diga que a pessoa está errada, apenas ouça. Entenda que a dor pessoa é real, mesmo que você não compreenda porque ela não se sente feliz, ou porque ela não consegue fazer coisas simples. Não diga coisas, como isso passa logo, apenas ouça!!! É muito importante que você aceite a dor dessa pessoa como real! E a deixe falar, mesmo que ela diga coisas extremamente negativas. Diga coisas como:
    • ‘Entendo que deve ser um momento difícil’
    • ‘Quando esses sentimentos começaram?’
    • ‘Como você tem se sentido?’
  • Ofereça ajuda e informação: Quando a pessoa se sente ouvida, sem julgamentos, fica mais fácil ela aceitar ajuda. Pergunte a ela se ela quer saber algo sobre doenças mentais. Se você souber sobre, explique um pouco o que é depressão, por exemplo. Ofereça ajuda prática:
    • ‘Você está vendo algum médico?’ ‘Acho que seria bom você ir a um médico para que ele avalie os seus sintomas. Você quer ajuda para achar um?’ (muitas vezes a pessoa não consegue fazer algo simples, como marcar uma consulta, e pode até nem ser doença mental, pode ser um monte de coisa, como problema de tireoide, deficiência de vitaminas, etc)
    • Há centros especializados em saúde mental, para ouvir pessoas. Pergunte se ela gostaria do telefone de algum centro como esse.
    • Pense em coisas práticas que podem ajudar essa pessoa. O seu dever é ajudar essa pessoa a encontrar ajuda especializada, não tente diagnosticar, ou fornecer ‘dicas’ milagrosas.
  • Respeite a pessoa. Mesmo em crise, essa pessoa tem direitos a escolhas. Não faça nada que ela não queira. Se ela não quer médico, não force, de repente você pode mandar um link de site de saúde mental, com um chat para ouvir pessoas, por exemplo. O importante é a pessoa sentir que ela está tomando as decisões.
  • Pensamentos suicidas: Esses pensamentos são comuns entre pessoas com doenças mentais. Eles vêm e vão. Se uma pessoa te fala que está tendo pensamentos suicidas:
    • OUÇA!
    • Não diga coisas como: ‘Não diga isso!’, ‘Que besteira!’ É muito difícil falar isso, se a pessoa falou com você, é uma oportunidade para você ajuda-la, e se você a calar, isso não ajuda em nada. OUÇA! Pergunte sobre esses pensamentos, desde quando, é recorrente? Deixe ela falar.
    • IMPORTANTE: pergunte se ela tem um plano, ela sabe como vai fazer? Isso vai te indicar, se ela está em risco ou não. Se ela tem um plano, já sabe como fazer e tem tudo pronto, é hora de chamar a emergência. Mas tudo com o consentimento da pessoa, a menos que seja algo realmente iminente. Se ela tem remédios, por exemplo, vocês podem fazer um acordo para tirar esses remédios do alcance dela, ou outras medidas que podem minimizar as chances dela se machucar. O sinal de alerta, é ter um plano! Se você acha que ela pode se machucar, ela não deve ficar sozinha, aí é hora de acionar familia, amigos. Mas, pergunte a ela, quem vocês podem chamar. Diga algo como: ‘não quero te deixar sozinha agora, quem podemos chamar, o que podemos fazer?’ Deixe que ela tome as decisões.

Bom, esse foi um bem breve resumo do pouco que tenho aprendido sobre doenças mentais. Se quiserem conversar a respeito, gosto muito de falar sobre isso e acho importantíssimo que discutamos para que doenças mentais percam a estigma que têm e para lutar contra essa positividade tóxica que há por aí, mas isso já é um outro post!

Não é política…

Eu estava escrevendo A luta corporal em São Luís do Maranhão e houve lá um conflito político, onde mataram um operário e eu vi, na praça. Eu era locutor da Rádio Timbira. Quando no dia seguinte pela manhã eu cheguei na rádio, tinha uma nota do governador, dizendo que os comunistas tinham assassinado o cara. Eu me neguei a ler a nota. O diretor veio, implorou, disse que iria me demitir se eu não lesse. Eu não li a nota e fui demitido. Mas eu não tinha nada a ver com política. Tinha a ver com a dignidade do ser humano, com a verdade das coisas. Então, não li e fui demitido, à toa, como um maluco, um Dom Quixote, por nada. Não tinha ninguém para me amparar, porque eu não estava ligado a nada. O que houve é que o povo da cidade, os jornalistas, ao saberem o que tinha acontecido, fizeram o maior alarde desse negócio e eu terminei virando uma figura popular na cidade, até o ponto de não pagar ônibus, não café no botequim. O povo é grato às pessoas que têm gestos generosos.

Ferreira Gullar, relatando um episódio ocorrido em 1950, em Em Busca do Povo Brasileiro. Artistas da Revolução, do CPC à Era da TV, Marcelo Ridenti, 2014.

Not yet…

Want a doctorate.

Why?

Not really sure. I have always held this as a goal.

Why?

I want to be able to be an effective educational leader.

Ok. So what are you interested in studying?

Umm . . . well . . . how leaders affect what happens in schools.

What do you like to read?

Yes, umm, yes, my Miller’s Analogies Scores weren’t very good (Why did I say that?).

Tell us about that.

I guess it’s because, my vocabulary is, well, I guess it’s because I haven’t read a lot of really difficult texts—I mean it’s not what I do in my leisure time, I mean I read for particular purposes . . . I didn’t grow up reading difficult texts. I grew up in a really small town, and I guess I wasn’t surrounded by . . . I guess I need to work on that.

So, what do you like to read in your leisure time?

Well, again, I read for particular purposes, to accomplish goals and tasks and once in a while read a John Grisham novel.

That pause.

That look.

(They don’t want me . . . I am not ready . . . I can’t do this . . .)

Not Yet . . .

Driving away, knowing I failed

Pit in my stomach, grows to a tightening in my throat

If only I had been more . . . careful

More certain, more polished

More scholarly, more refined

Not Yet . . .

Feeling ashamed, knowing I failed

Wondering why I lacked confidence

Why I mentioned my test scores

My vocabulary

Feel small, very small

Like my small town

Not Yet . . .

Growing angry and deeply sad, knowing I failed

Pretending I didn’t really want it

That it wasn’t necessary

Defending where I was from

Despising who I wanted to become

Not Yet . . .

Four years later I was admitted into a doctoral program and have now ascended through the ranks to full professor—and have since read more “challenging texts” than I can count. I now sit in judgment of others like me—wanting to be accepted into a doctoral program, wanting to pass preliminary exams, wanting to successfully defend dissertations. I wonder what pauses and looks I enact, embody, and give.

Mark D. Vagle, 2018 p. 27

Crafting Phenomenological Research

Connecting dots… and people

Last week we had our Higher Degree Research Conference, a place for researchers in the Faculty of Arts and Social Sciences at UTS to show their work and connect with colleagues. 

As a newbie in this academic world, this was my first conference. I was in the organizing committee, but more important than helping to organize this event was to see so many possibilities of research inside my faculty.  

Research and PhD life is a lonely endeavour and more often than not we find ourselves so immersed in our own struggles that we don’t have the time or even the motivation to see what is going on around us, what our colleagues are doing. I find myself on this spot a lot! But it is when I allow myself to see and hear what others are doing that I feel more inspired and excited about my own research. 

Seeing so many different works made me realize that it is possible to research in so many ways, from so diverse standpoints. It is amazing. And a conference is the best place to see this diversity in a short period of time.

Research with a heart 

All the projects I saw during the conference helped me in some way to figure out something on my own research, even when it was a research on education or what topic not related to my own in any way, and all were interesting and inspiring. But, two of them made me think a little more how our personal experiences can be used as a strength in research. 

Life on the Edge, by Sinead Roarty, was a great surprise to me – as I didn’t know her and hadn’t heard about her research before, and we are in the same faculty… She is using walking methodologies to understand the relationships the community form with a place known as a place for suicides in Australia – The Gap.  

Her presentation begins with her memories of the place, that she used to visit during her childhood. Besides the research around traumascapes, she is also writing a novella, as a creative outcome. 

What made this presentation so special to me, was her engaging storytelling and her personal relationship with the research. You could see that she was deeply present in her research and this made it all so much more powerful.


Scripting for screen and space: how alternative exhibition formats such as virtual reality are impacting poetic documentary practice by Renée Brack sounds (and it is) incredibly technical and sophisticated but it was also filled with her personal story. Personal archive and her relationship with dementia (experienced by her father) were used to produce a Virtual Reality video and a poetic documentary to help the public to have a grasp of what it is to live with dementia and, hopefully, bring more awareness and empathy to this illness. 

Renée’s presentation made me realize that our stories are our strength, they are what make each one of us unique in the competitive academic world and that we (me) should explore this more.  

Both projects showed me how our personal stories can lead to exceptional research work and make our projects even stronger. And made me proud and grateful to be part of such inspiring team of researchers.

Life After the PHD 

There should be life after PhD, right? So, on the first day, we heard  The Thesis Whisperer, Inger Mewburn, on work possibilities for PhD graduates. She brought data about employment in Australia for graduate researchers. And, believe it or not, there are many jobs out there for us! Yeah! 

What I’ve got from her talk is that we have to connect the dots and use all things we do during the PhD to show the recruiters we have the skills for such jobs – most of them don’t know exactly what a PhD involves and we should translate our skills to their vocabulary.  For example, when they ask about time management, budget management, project management etc. 

Also, we shouldn’t only focus on our research (this is hard, I know) and try to engage in courses or events (such as organizing a conference, box ticked for me!) to have a more diverse CV and more connections. And be aware of all the course our universities offer and other opportunities to make our CVs juicier and looking great. I also think these courses can help my research. What about you? 

For me, Inger’s talk was about being practical and thinking ahead, as there will be a life after the PhD, and we will gonna rock it! 

In sum, a research conference, besides being a place to show your work, make connections with colleagues, can bring a wide range of inspirations and insights for our careers as researchers. I am eager to participate in the next one, maybe next time, dealing with my fears and anxieties to present something (really scary!!!).

objETHOS entrevista Cláudia Nonato

Interesting to see this economic aspect of alternative media – or media of the outskirts – the term Claudia Nonato uses.
“We are past the ‘independence glamour’. Now it is an issue of survival.”

objETHOS

Produção e edição: Dairan Paul e Juliana Freire

O Observatório de Ética Jornalística inicia mais uma série de entrevistas com pesquisadores para discutir questões contemporâneas do jornalismo e suas implicações éticas. Deserto de notícias, uso de robôs nas rotinas produtivas, contribuições marxistas para uma prática contra-hegemônica e as relações do jornalismo com a democracia e os direitos humanos são alguns dos assuntos que pautaram as conversas.

A primeira entrevistada da série é Cláudia Nonato, professora do Mestrado Profissional em Jornalismo do FIAM-FAAM Centro Universitário, em São Paulo. Nonato também é pesquisadora do Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho (CPCT-ECA/USP), coordenado pela profa. Dra. Roseli Figaro. Lá, desenvolve pesquisas sobre novos arranjos econômicos no jornalismo, especialmente aqueles organizados em coletivos.

Durante sua participação no 41º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Intercom), em Joinville, Nonato apresentou dados da pesquisa que coordena atualmente no FIAM-FAAM, voltada ao perfil de jornalistas que…

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